05/04/2011

As propostas existem


O Secretário Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, apresentou hoje, terça-feira - dia 5/Abril - um conjunto de propostas para combater a crise. Apresentamos a seguir os principais pontos e o texto completo pode ser lido aqui.

Renegociar a dívida pública - Desenvolver a produção nacional

Face à situação insustentável que está criada e aos seus possíveis desenvolvimentos nos próximos tempos, o PCP considera que o Estado português deverá assumir, em ruptura com a actual política, as seguintes posições:

A renegociação imediata da actual dívida pública portuguesa – com a reavaliação dos prazos, das taxas de juro e dos montantes a pagar – no sentido de aliviar o Estado do peso e do esforço do actual serviço da dívida, canalizando recursos para a promoção do investimento produtivo, a criação de emprego e outras necessidades do país.

A intervenção junto de outros países que enfrentam problemas similares da dívida pública – Grécia, Irlanda, Espanha, Itália, Bélgica, etc – visando uma acção convergente para barrar a actual espiral especulativa, a par da revisão dos estatutos e objectivos do BCE e da adopção de medidas que visem o crescimento económico, a criação de emprego e a melhoria dos salários.

A adopção de uma política virada para o crescimento económico onde a defesa e promoção da produção nacional assuma um papel central – produzir cada vez mais para dever cada vez menos. Com medidas imediatas que visem o reforço do investimento público, a aposta na produção de bens transaccionáveis e por um quadro excepcional de controlo da entrada de mercadorias em Portugal, visando a substituição de importações.

A diversificação das fontes de financiamento, retomando uma política activa de emissão de Certificados de Aforro e de Tesouro e de outros instrumentos vocacionados para a captação de poupança nacional, bem como o desenvolvimento de relações bilaterais encontrando formas mais vantajosas de financiamento. Uma política de diversificação também das relações comerciais, mutuamente vantajosas, com outros países designadamente de África, Ásia e América Latina.

A avaliação do conjunto de situações que envolvem as chamadas Parcerias Publico Privadas, visando, de acordo com o apuramento, a renegociação ou cessação de contractos que se mostrem ruinosos para o Estado.

04/04/2011

As Scuts e as portagens - a luta continua!

Na próxima sexta-feira - dia 8 de Abril - há MARCHA LENTA!

03/04/2011

O PEC IV e o PS; o FMI e o PSD

O que querem fazer deste país?

O PS/Sócrates apresentou 3 PEC's para ultrapassar a crise. Alguém conseguiu ver alguma melhoria? Foi de mal a pior com cortes nos salários da Função Pública, aumento de impostos, cortes nos apoios sociais, aumento do desemprego, etc, etc, etc. Ao apresentar o 4º PEC por ordem da UE/Alemanha com mais cortes de salários, mais impostos, mais desemprego, mais miséria, mais pobreza, a situação agravou-se e foi ao ar.

O PSD/Passos Coelho já há muito tempo que anda a perfilar-se para ir para o "poleiro". Mas não tem nada de novo para apresentar. Todas as medidas dos PEC's de Sócrates foram aprovadas pelo PSD/Passos Coelho. Votou contra o PEC IV porque as medidas propostas não iam tão longe como eles queriam.

Queriam mais para os amigos. Basta dizer que a fortuna dos três mais ricos de Portugal (Belmiro, de Azevedo, Américo Amorim, Alexandre Soares dos Santos) aumentou o ano passado (tempo de crise) 1400 milhões de euros. A crise é para os pobres, eles engordam. A fortuna destes três "patriotas" ascende a 6380 milhões de euros, ou seja 3,6% do produto interno bruto nacional ou seja mais do que o rendimento anual de "cerca de três milhões de portugueses". Isto é uma obscenidade, já que o grande capital continua a pagar impostos ridículos.

Por outro lado o PSD/Passos Coelho continua a insistir na tecla do FMI, como a solução para o combate à crise. É sabido que a Grécia e a Irlanda tiveram de aceitar a "ajuda" do FMI e da UE. O que é que aconteceu? Segundo o jornal "SOL" "O preço das medidas de austeridade impostas pelos planos de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE) à Grécia e à Irlanda estão a ter um forte impacto na vida das populações. «A ajuda externa tornou-nos mais pobres, cépticos e pessimistas quanto ao futuro. Os sonhos acabaram», diz ao SOL Afroditi Kalomari, jornalista grega residente em Atenas e membro da Federação Internacional de Jornalistas."

E a maioria dos irlandeses afirma que o pior está para vir.

Alguns gregos entrevistados afirmam:
«Se tiverem coragem, mandem o FMI dar uma volta. Se não, façam como os gregos, voltem a aprender a cultivar a terra, a organizar festas com bebidas baratas e desliguem a TV quando a publicidade começar».

A intervenção do FMI não resolveu os problemas, nem da Grécia, nem da Irlanda. Antes os agravou.

A intervenção do FMI em Portugal iria trazer à semelhança do que aconteceu nos países referidos o agravamento da crise e o aumento da pobreza e da miséria. A medida padrão do capitalismo internacional, que o FMI representa é a redução dos salários, o embaratecimento dos despedimentos, o corte nas pensões, etc, etc, etc.
Alguém tem de ganhar se os trabalhadores perdem. Quem será?
O grande capital, o grande patronato. Se há diminuição de salários, quem ganha é o .... capital.

31/03/2011

Vamos a isso! Vamos à luta!


As eleições são a 5 de Junho!

Existe neste país um grupo de pessoas designados de politólogos, fazedores de opinião, que falam sobre tudo, que sabem tudo, mas que infelizmente só agora é que começaram a descobrir que afinal de contas as políticas aplicadas pelo PS, pelo PSD e CDS-PP, quando governaram este país têm sido sempre as mesmas desde há 35 anos. Só agora é que descobriram aquilo que o cidadão comum já sabe há muito tempo, que a crise foram eles que a provocaram com as suas políticas de destruição do aparelho produtivo nacional, de destruição da agricultura, de destruição do sector pesqueiro, de desmantelamento do sector industrial, de destruição deste país.

Depois das últimas eleições, o PS/Sócrates no governo apresentou dois orçamentos e pôs em prática três PEC's com o apoio do PSD. A situação, em vez de melhorar piorou. Todo o povo trabalhador sentiu isso.
O PEC IV, felizmente, foi chumbado. O PSD também votou contra, mas o sr PPC não disse a verdade ao povo. Foi dizê-la lá fora: o PSD votou contra porque as medidas propostas não iam tão longe quanto deviam. Resumindo: com o PSD no governo este país vai ao charco.

A comunicação social dominante já começou a preparar o terreno para que sejam os mesmos de sempre a continuarem a destruir este país. Não nos podemos esquecer que
se o PS voltar a ser governo, o PEC IV vai baixar os salários ainda mais; as reformas e pensões sofrerão cortes ignóbeis ; os impostos vão subir ainda mais; e claro que o desemprego atingirá níveis impensáveis, etc, etc, etc.
Mas se for o PSD a formar governo, depois das afirmações do chefe de serviço os salários vão baixar ainda mais; as reformas e pensões sofrerão cortes ignóbeis; os impostos vão subir ainda mais;e claro o desemprego atingirá níveis impensáveis, etc, etc, etc. Seja qual for o governo - seja PS, seja PSD, seja PS/PSD, seja PSD/CDS, seja PS/CDS, seja PS/PSD/CDS, os grandes grupos económicos e financeiros vão abocanhar o resto e aumentar ainda mais os seus já fabulosos lucros.

Temos dois meses para derrotar os partidos do Sistema. O tempo é de luta. Temos de participar intensamente nesta batalha e fazer com que as verdadeiras forças de esquerda reforcem a sua votação. É a única maneira de conseguirmos uma nova política, porque a crise económica tem solução e deve ser favorável aos trabalhadores e contrária aos interesses do capitalismo.

30/03/2011

As obras do sr. Morão/PS - O centro de interpretação do Tejo Internacional de Malpica do Tejo

Como se gasta dinheiro em obras para fazer propaganda política!

Já mais de uma vez afirmei neste blog que a gestão de uma câmara municipal só se pode considerar eficaz e eficiente quando se definem objectivos a atingir e se estabelecem prioridades nas "obras" a efectuar, já que os recursos são limitados.

Vem isto a propósito de uma obra realizada em Malpica do Tejo, aldeia deste concelho, em meados de 2009, véspera de eleições autárquicas, que como todos estão lembrados se realizaram em Outubro desse ano.

A obra em causa, presumia-se que fosse um
centro de interpretação do Parque Natural do Tejo Internacional. A casa recuperada eram as antigas instalações da Guarda Fiscal. Tudo indica, passados quase dois anos continua fechada e ao abandono, que foi uma obra de traça Morão/PS feita à pressa, tentando enganar as pessoas para as levar votar em si próprio.Depois de se ver o estado em que se encontra o edifício, onde se gastaram muitos milhares de euros, sem proveito algum para as populações e a freguesia, só se pode concluir que o dinheiro gasto serviu apenas para interesses próprios e tão responsável é o presidente da câmara como o presidente da junta de freguesia. Não é aceitável que se gaste o dinheiro dos portugueses desta forma. Isto já não é esbanjamento. Tem outro nome. Infelizmente, neste país cometem-se muitas barbaridades e os responsáveis ficam impunes. Espero que não tenham a coragem de negar o que é evidente.










29/03/2011

Marcha Nacional pela Educação

EU VOU LÁ ESTAR!

No próximo sábado - 2 de Abril - a comunidade educativa [ Docentes, Estudantes, Trabalhadores não Docentes, Pais e Encarregados de Educação, Psicólogos Educacionais, Inspectores de Educação, Cidadãos,...] vão estar no Marquês de Pombal

27/03/2011

Não pode ser verdade

Será que as pessoas perderam o tino?

Há dois ou três dias em conversa com um amigo tomei conhecimento de alguns factos que me deixaram perplexo. Afirmou ele que no subterrâneo (mais conhecido por "bunker") de um palacete da praça do município se tinha instalado um indivíduo numa secretária, cujas funções eram pouco claras. Pelo menos, não era visto a executar uma tarefa "produtiva". Daí a estranheza de algumas pessoas.
Afirma-se à boca pequena que é um "espião". Espião de quem? E porquê? Quem pretende espiar? Será mesmo verdade?
A situação é de tal maneira estranha que eu nem quero acreditar.
Era bom que alguém clarificasse esta situação e se o perfil da figura corresponde a alguém real.
A ser verdade tal situação é de tal maneira grave que configura o retorno a um passado que julgava definitivamente ultrapassado.

23/03/2011

O PEC IV foi ao ar!


A Assembleia da República chumbou o PEC IV e o governo pediu a demissão

Pode-se considerar hoje um dia histórico para o futuro dos portugueses.

A reprovação deste programa que propunha muitos outros sacrifícios a quem vive do seu trabalho é uma vitória do povo português trabalhador.

A reprovação deste programa não é nenhum drama. A Constituição da República Portuguesa aponta vários caminhos, mas depois destes anos todos (35 anos) a sofrermos a política despudorada dos mesmos de sempre (PS/PSD/CDS)
é tempo de dar a voz aos portugueses para que se mudem os actores. É preciso acabar com a dança da alternância.
Mas não só os actores.
É preciso mudar as políticas. São precisas políticas de criação de emprego, de aumento da produção interna, de modo a diminuírem as importações. Só produzindo mais é que importaremos menos e ficaremos a dever menos aos agiotas dos mercados.

Não nos podemos deixar enganar pelas tentativas dos que defendem "ou nós ou o caos". É exactamente o oposto: continuar com eles é que seria o caos.

Mas não podemos acreditar nos outros que se perfilam para abocanhar o "bolo". No essencial eles estiveram sempre de acordo com as políticas postas em prática e preparam-se para continuar no mesmo caminho e se possível agravá-lo. A "velha senhora" já mostrou no seu discurso o que pretendem.

Existem soluções. Basta olhar em volta para se descobrir que é necessário reduzir a despesa e aumentar a receita. Não pode nem deve ser sempre à custa dos mesmos.

21/03/2011

Dia Mundial da Poesia - II

Mais um poema para celebrar o dia!

De como a noite é noite mesmo por dentro

Esbracejamos como náufragos
Como Outono sobre Outono à tona d’água

(um velho cedro é um velho cedro:
Poética das urtigas sem imaginação)

A flexibilidade dum bom colchão
Compensa a falência dos desodorizantes

De noite as mãos deslizam
Sobre a nudez morna duma cintura estranha

João de Sousa Teixeira

Dia Mundial da Poesia

Hoje é Dia Mundial da Poesia! Vamos celebrá-lo!

Logo de manhã, na perspectiva de assistir no Parque da Cidade a algumas manifestações relacionadas com a data, dirigi-me lá e encontrei algumas actividades com crianças promovidas pela ALMA AZUL.










Para celebrar o dia ofereceram-me um pequeno livrinho de poesia, editado ALMA AZUL, cujo título é O PESO DA NUVEM e a autora é uma jovem poetisa, ANA MARTA FORTUNA, que ganhou com esta obra a 2ª edição do concurso "UMA BOA RAZÃO PARA ESCREVER UM LIVRO".

Para aguçar o apetite e celebrar o dia aqui fica este poema retirado do livro referido:

A memória encheu-se
de búzios multicolores
e era tudo luz.
Abriu-se a porta.
Onde era amorfo
e sem cor, deitou-se a luz transparente
na tarde quente de Verão, no tom
escarlate da tua voz, fazendo
nascer o dia
com um beijo de uma doce utopia.

Faz-me sonhar só por hoje
pois ainda não escureceu.


Ana Marta Fortuna