31/03/2011

Vamos a isso! Vamos à luta!


As eleições são a 5 de Junho!

Existe neste país um grupo de pessoas designados de politólogos, fazedores de opinião, que falam sobre tudo, que sabem tudo, mas que infelizmente só agora é que começaram a descobrir que afinal de contas as políticas aplicadas pelo PS, pelo PSD e CDS-PP, quando governaram este país têm sido sempre as mesmas desde há 35 anos. Só agora é que descobriram aquilo que o cidadão comum já sabe há muito tempo, que a crise foram eles que a provocaram com as suas políticas de destruição do aparelho produtivo nacional, de destruição da agricultura, de destruição do sector pesqueiro, de desmantelamento do sector industrial, de destruição deste país.

Depois das últimas eleições, o PS/Sócrates no governo apresentou dois orçamentos e pôs em prática três PEC's com o apoio do PSD. A situação, em vez de melhorar piorou. Todo o povo trabalhador sentiu isso.
O PEC IV, felizmente, foi chumbado. O PSD também votou contra, mas o sr PPC não disse a verdade ao povo. Foi dizê-la lá fora: o PSD votou contra porque as medidas propostas não iam tão longe quanto deviam. Resumindo: com o PSD no governo este país vai ao charco.

A comunicação social dominante já começou a preparar o terreno para que sejam os mesmos de sempre a continuarem a destruir este país. Não nos podemos esquecer que
se o PS voltar a ser governo, o PEC IV vai baixar os salários ainda mais; as reformas e pensões sofrerão cortes ignóbeis ; os impostos vão subir ainda mais; e claro que o desemprego atingirá níveis impensáveis, etc, etc, etc.
Mas se for o PSD a formar governo, depois das afirmações do chefe de serviço os salários vão baixar ainda mais; as reformas e pensões sofrerão cortes ignóbeis; os impostos vão subir ainda mais;e claro o desemprego atingirá níveis impensáveis, etc, etc, etc. Seja qual for o governo - seja PS, seja PSD, seja PS/PSD, seja PSD/CDS, seja PS/CDS, seja PS/PSD/CDS, os grandes grupos económicos e financeiros vão abocanhar o resto e aumentar ainda mais os seus já fabulosos lucros.

Temos dois meses para derrotar os partidos do Sistema. O tempo é de luta. Temos de participar intensamente nesta batalha e fazer com que as verdadeiras forças de esquerda reforcem a sua votação. É a única maneira de conseguirmos uma nova política, porque a crise económica tem solução e deve ser favorável aos trabalhadores e contrária aos interesses do capitalismo.

30/03/2011

As obras do sr. Morão/PS - O centro de interpretação do Tejo Internacional de Malpica do Tejo

Como se gasta dinheiro em obras para fazer propaganda política!

Já mais de uma vez afirmei neste blog que a gestão de uma câmara municipal só se pode considerar eficaz e eficiente quando se definem objectivos a atingir e se estabelecem prioridades nas "obras" a efectuar, já que os recursos são limitados.

Vem isto a propósito de uma obra realizada em Malpica do Tejo, aldeia deste concelho, em meados de 2009, véspera de eleições autárquicas, que como todos estão lembrados se realizaram em Outubro desse ano.

A obra em causa, presumia-se que fosse um
centro de interpretação do Parque Natural do Tejo Internacional. A casa recuperada eram as antigas instalações da Guarda Fiscal. Tudo indica, passados quase dois anos continua fechada e ao abandono, que foi uma obra de traça Morão/PS feita à pressa, tentando enganar as pessoas para as levar votar em si próprio.Depois de se ver o estado em que se encontra o edifício, onde se gastaram muitos milhares de euros, sem proveito algum para as populações e a freguesia, só se pode concluir que o dinheiro gasto serviu apenas para interesses próprios e tão responsável é o presidente da câmara como o presidente da junta de freguesia. Não é aceitável que se gaste o dinheiro dos portugueses desta forma. Isto já não é esbanjamento. Tem outro nome. Infelizmente, neste país cometem-se muitas barbaridades e os responsáveis ficam impunes. Espero que não tenham a coragem de negar o que é evidente.










29/03/2011

Marcha Nacional pela Educação

EU VOU LÁ ESTAR!

No próximo sábado - 2 de Abril - a comunidade educativa [ Docentes, Estudantes, Trabalhadores não Docentes, Pais e Encarregados de Educação, Psicólogos Educacionais, Inspectores de Educação, Cidadãos,...] vão estar no Marquês de Pombal

27/03/2011

Não pode ser verdade

Será que as pessoas perderam o tino?

Há dois ou três dias em conversa com um amigo tomei conhecimento de alguns factos que me deixaram perplexo. Afirmou ele que no subterrâneo (mais conhecido por "bunker") de um palacete da praça do município se tinha instalado um indivíduo numa secretária, cujas funções eram pouco claras. Pelo menos, não era visto a executar uma tarefa "produtiva". Daí a estranheza de algumas pessoas.
Afirma-se à boca pequena que é um "espião". Espião de quem? E porquê? Quem pretende espiar? Será mesmo verdade?
A situação é de tal maneira estranha que eu nem quero acreditar.
Era bom que alguém clarificasse esta situação e se o perfil da figura corresponde a alguém real.
A ser verdade tal situação é de tal maneira grave que configura o retorno a um passado que julgava definitivamente ultrapassado.

23/03/2011

O PEC IV foi ao ar!


A Assembleia da República chumbou o PEC IV e o governo pediu a demissão

Pode-se considerar hoje um dia histórico para o futuro dos portugueses.

A reprovação deste programa que propunha muitos outros sacrifícios a quem vive do seu trabalho é uma vitória do povo português trabalhador.

A reprovação deste programa não é nenhum drama. A Constituição da República Portuguesa aponta vários caminhos, mas depois destes anos todos (35 anos) a sofrermos a política despudorada dos mesmos de sempre (PS/PSD/CDS)
é tempo de dar a voz aos portugueses para que se mudem os actores. É preciso acabar com a dança da alternância.
Mas não só os actores.
É preciso mudar as políticas. São precisas políticas de criação de emprego, de aumento da produção interna, de modo a diminuírem as importações. Só produzindo mais é que importaremos menos e ficaremos a dever menos aos agiotas dos mercados.

Não nos podemos deixar enganar pelas tentativas dos que defendem "ou nós ou o caos". É exactamente o oposto: continuar com eles é que seria o caos.

Mas não podemos acreditar nos outros que se perfilam para abocanhar o "bolo". No essencial eles estiveram sempre de acordo com as políticas postas em prática e preparam-se para continuar no mesmo caminho e se possível agravá-lo. A "velha senhora" já mostrou no seu discurso o que pretendem.

Existem soluções. Basta olhar em volta para se descobrir que é necessário reduzir a despesa e aumentar a receita. Não pode nem deve ser sempre à custa dos mesmos.

21/03/2011

Dia Mundial da Poesia - II

Mais um poema para celebrar o dia!

De como a noite é noite mesmo por dentro

Esbracejamos como náufragos
Como Outono sobre Outono à tona d’água

(um velho cedro é um velho cedro:
Poética das urtigas sem imaginação)

A flexibilidade dum bom colchão
Compensa a falência dos desodorizantes

De noite as mãos deslizam
Sobre a nudez morna duma cintura estranha

João de Sousa Teixeira

Dia Mundial da Poesia

Hoje é Dia Mundial da Poesia! Vamos celebrá-lo!

Logo de manhã, na perspectiva de assistir no Parque da Cidade a algumas manifestações relacionadas com a data, dirigi-me lá e encontrei algumas actividades com crianças promovidas pela ALMA AZUL.










Para celebrar o dia ofereceram-me um pequeno livrinho de poesia, editado ALMA AZUL, cujo título é O PESO DA NUVEM e a autora é uma jovem poetisa, ANA MARTA FORTUNA, que ganhou com esta obra a 2ª edição do concurso "UMA BOA RAZÃO PARA ESCREVER UM LIVRO".

Para aguçar o apetite e celebrar o dia aqui fica este poema retirado do livro referido:

A memória encheu-se
de búzios multicolores
e era tudo luz.
Abriu-se a porta.
Onde era amorfo
e sem cor, deitou-se a luz transparente
na tarde quente de Verão, no tom
escarlate da tua voz, fazendo
nascer o dia
com um beijo de uma doce utopia.

Faz-me sonhar só por hoje
pois ainda não escureceu.


Ana Marta Fortuna

20/03/2011

As Árvores da Sra. de Mércules

Ainda mais uma vez as árvores!

Em conversa com um amigo, este chamou-me a atenção para a justificação do abate dos cedros avançada pelo pároco. Diz este que que "se encontravam secos e muitos deles esgalhados" e em vias de provocar acidentes. Resumindo, os cedros estavam velhos e, portanto, era preciso deitá-los abaixo como se deitam abaixo as "coisas" velhas.
Mas como eu tirei fotografias dos troncos, estou deveras admirado com as afirmações anteriores, já que aqueles apresentam um aspecto saudável bastante notório, não se vendo nódoas de podridão.
Aqui deixo as fotos tiradas para que se julgue. Eu, por mim, penso que aquela justificação não tem sentido nenhum. As árvores quando têm ramos velhos, secos, limpam-se, mas não se derrubam, não se abatem.
E como pretendem mexer na escadaria e no muro esperemos que não façam uma obra à "pato bravo", que é o mesmo que dizer uma obra que se inspire no pós-modernismo bacoco, como já é hábito.















19/03/2011

DIA DE INDIGNAÇÃO E DE PROTESTO





Grande Manifestação Nacional

Eu estive lá!





Tal como antes da manifestação a comunicação social dominante, mostrando sempre ao serviço de quem está, procura esconder a dimensão do protesto e da indignação de quem trabalha. Mas as imagens são bem reveladoras do que se passou.



















Pode ver aqui outras fotografias da manifestação.

18/03/2011

As obras do sr. Morão/PS - O Passeio Verde

Mais um remendo

Confirmando periodicamente aquilo que os chamados "profetas da desgraça" diziam, cá temos mais um remendo nas obras do PÓLIS. Parece que eram diárias as quedas de pessoas nas "falsas escadarias". E não vai ficar por aqui. É fácil de verificar que há por aí porcaria que baste e que tem de ser removida.













Voltamos a repetir: obras sem projecto ou projectos feitos mas não respeitados, porque são obras "à pato bravo", dão o resultado que está à vista. Agora é preciso corrigir os erros e como todos sabemos, os remendos melhoram, mas o resultado nunca é perfeito como deveria ser, se a humildade e a inteligência morassem num palacete na Praça do Município.
Estas obras custam dinheiro e muito. Algumas delas já foram executadas mais do que uma vez, porque já foram feitas, foram emendadas e novamente emendadas e nunca se sabe quanto custaram.
Quem paga: nós todos com os nossos impostos.
Quem devia pagar: o responsável pela destruição da cidade, o sr. Morão/PS, presidente da câmara em exercício, por ser o responsável máximo das asneiras, burricadas e cegadas cometidas.
E agora deixo uma pergunta: Porque não remendar o que se vê na figura que se segue que também já ocasionou vários "acidentes":

16/03/2011

As árvores da Sra. de Mércules

Pode o abate de árvores não ser censurado?

Pensei não voltar a este assunto. No entanto, os últimos acontecimentos obrigam-me a que diga alguma coisa. Que acontecimentos foram esses?

Aconteceram vários cortes de árvores na e à volta da nossa cidade, além do corte do santuário da Sra. de Mércules que motivou o primeiro post acerca do assunto neste blog e que a seguir desencadeou um movimento de crítica e repúdio da barbárie cometida, sem que os responsáveis aparecessem publicamente a assumir o facto. Até o jornal da paróquia apenas noticiou o evento passadas quase três semanas depois de este blog ter falado pela primeira vez no assunto. Pudera! Têm culpas no cartório. E ainda por cima afirmando que as árvores não eram de espécies protegidas nem eram "centenárias" e como tal podem abater-se que não fazem falta nenhuma. E está tudo dito.
- Corte na ESAL (Escola Secundária Amato Lusitano) com justificação de que as árvores estavam a prejudicar as canalizações da escola; era necessário o seu abate para ampliar a escola e algumas eram eucaliptos. Aqui ficam algumas imagens e quem ler faça o seu juízo.
























- Corte e substituição na estrada que vai para os Escalos de Baixo, a seguir ao cruzamento do Lanço Grande.
- Corte na antiga estrada que liga Castelo Branco a Alcains, na zona do parque de campismo e ribeira da Líria. Aqui fica uma imagem das obras no local (voltaremos a este assunto).

Depois destes factos impõe-se que se diga o seguinte:

- O ideal seria que nunca fosse necessário protestar por acontecerem este tipo de barbáries; não é aceitável a resposta do presidente da câmara, o sr. Morão/PS, que afirma que o abate de árvores não é importante, porque se plantam muitas outras em sua substituição. Como se fosse a mesma coisa, plantar uma árvore nova que leva muitos anos a fazer-se e matar árvores feitas com muitas dezenas de anos. Não há diferença nenhuma!

- O ideal seria que apenas fosse necessário levantar a voz com uma intenção meramente preventiva: tentar impedir a execução destas acções, salvando assim muitas árvores e bens patrimoniais que devem ser preservados para memória futura;

- É claro a destruição exige protesto para que os responsáveis não se esqueçam de que ainda há cidadãos atentos, os quais não prescindem do seu direito de cidadania, e que pretendem mesmo perturbar-lhes as consciências!

Este assunto já foi tratado neste blog. Basta clicar aqui.

As Scuts, as portagens e a luta

E a luta continua!

Apesar do governo Sócrates/PS e seus apoiantes Passos Coelho/PSD continuarem a insistir na introdução das portagens, a Comissão de Utentes da A23 vem, por este meio, informar e apelar à mobilização e divulgação para as seguintes acções de protesto contra a introdução de portagens:


INICIATIVAS:


18 de março - Rotunda do Centro Comercial "Serra", na Covilhã - Buzinão - 17h30


21 de março - Mercado do Fundão - Buzinão - 10h00


25 de março - Governo Civil, Castelo Branco - entrega das assinaturas do abaixo-assinado - 16h30







25 de março - Praça das Tílias, Castelo Branco - Buzinão - 17h30




PARTICIPA! "ATÉ AO LAVAR DOS CESTOS É VINDIMA!..."


Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A23 e A24

geral@contraportagens.net | www.contraportagens.net

15/03/2011

As Scuts, as portagens e os outros

E o PSD é contra as portagens na A23? É claro que não

O primeiro-ministro Sócrates/PS afirmou recentemente na Guarda que a introdução de portagens na A23 é da responsabilidade do PSD.
Nós já todos sabemos que um dos responsáveis é o governo Sócrates/PS e seus seguidores.
Agora ficámos a saber pela voz de um membro da Comissão Política Nacional do PSD, de seu nome Fernando Jorge, que numa entrevista de duas páginas ao "Povo da Beira" lá foi dizendo
"... que o PSD sempre defendeu as portagens mas reivindicando que às mesmas estejam associadas políticas de discriminação positiva para os residentes." Mas o que são as tais medidas de discriminação é que ele não disse. Se calhar também não sabe ou é apenas mais uma forma de enganar o Zé.

O que é certo é que duas páginas de um jornal cheias de conversa da treta para tentar iludir que o PSD (o seu partido) afinal exige, defende, impõe as portagens na A23.

E vão dois - PS/Sócrates e PSD/Passos Coelho.

Está o interior bem servido. Estão também os beirões bem arranjados. Estão os trabalhadores bem lixados. Bem podem as empresas resistir. Com estes partidos, PS e PSD, bem podemos continuar a afirmar que o distrito de Castelo Branco vai transformar-se num "deserto", porque estes senhores, quer uns, quer outros, vão fazer bem o papel para que servem: o de coveiros do distrito.

14/03/2011

As Scuts, as portagens e a memória

Para que serve a escrita?

Respondendo à pergunta anterior eu diria que serve essencialmente para registar aquilo que é fundamental não esquecer.
Parece que o nosso povo tem a memória curta. Não é preciso relembrar o que se tem passado nos últimos 35 anos, para que a afirmação tenha justificação.
Em 1998 foi aprovado o Plano Rodoviário Nacional (PRN) e criada uma taxa especial que corresponde a cerca de 20% do ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos) para a sua execução.

Por outro lado, também foi criado um suplemento sobre o mesmo imposto, pago pelos consumidores quando vão meter combustível nos seus carros, para o pagamento das Scuts.
Mas como os portugueses têm a memória curta e esquecem-se depressa das promessas, das mentiras e das obrigações, os mesmos de sempre (os que têm desgovernado e afundado este país há mais de 30 anos - PS, PSD, CDS-PP) inventaram uma segunda maneira de pagar as Scuts - introduzir portagens a serem pagas, mais uma vez por nós, os pagantes, sempre os mesmos.


Curiosamente, eles não se esqueceram. Numa busca, pela internet, fui dar com um texto de um deputado do PS da Assembleia Municipal da Covilhã, onde esse sr. confessa que as portagens na A23 são dupla tributação. Mas eles estão-se nas tintas. Os boys é que não podem ficar sem tacho.
Aqui fica um extracto do texto:

"..., centralizo a minha opinião, em relação ao lançamento de portagens na A23, nos aspectos quantitativos da mesma, até porque em relação aos qualitativos muita tinta tem corrido nos jornais. Para os que conhecem minimamente os Project-Finance em que assentam as Concessões em regime SCUT, é discutível o impacto financeiro da introdução de portagens para o O.G.E. Digo isto, porque a introdução das mesmas representará (no fundo) o pagamento de uma renda garantida pelo Estado à Concessionária, a qual por sua vez se comprometerá a manter as auto-estradas disponíveis e em boa manutenção. O que muda fundamentalmente, é que no regime actual regime as Concessionárias também recebem uma renda, mas que é indexada ao volume de tráfego. De forma muito simplista: o Estado pagará sempre, com ou sem automóveis.

Não menos importante é a dupla tributação a que vamos estar sujeitos, pois convirá recordar que uma parte do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos se destinava à conclusão do Plano Rodoviário Nacional, pelo que nesta lógica, todas as populações abrangidas pelas SCUTS terão de pagar 2 impostos sobre o mesmo produto (disponibilidade da auto-estrada): a portagem e o imposto que pagamos quando abastecemos as nossas viaturas."

O mais trágico disto tudo é que estes senhores estão contra as portagens em privado e quando têm de tomar posições públicas não têm a coragem de se oporem ao "chefe" defendendo os interesses do interior, do distrito e das populações. A introdução de portagens nas scuts do interior será absolutamente demolidor para a economia da região e conduzirá muitas empresas ao desaparecimento. Bem podemos dizer que são os coveiros do interior.

12/03/2011

Os Professores e Educadores encheram o Campo Pequeno

Eu estive lá!

E a sala ficou assim:













Os professores e educadores presentes aprovaram a moção e de que transcrevemos a última parte:

DEFENDER O EMPREGO, O SALÁRIO, AS CARREIRAS E OS DIREITOS;
EXIGIR ESTABILIDADE E RESPEITO;
IR À LUTA POR MUDANÇAS PROFUNDAS E POSITIVAS!

... ... ...
Face à situação tão negativa que se vive, os professores e educadores exigem:

1. Respeito pelos seus direitos;

2. Respeito pelos interesses da Escola Pública;

3. Uma verdadeira política para uma Educação de qualidade;

4. Uma equipa ministerial com competência política para negociar, tomar decisões em função dessa negociação e aplicar medidas que defendam os direitos e interesses dos cidadãos e o futuro do país;

5. Que o governo português defenda o efectivo interesse nacional e deixe de resolver os problemas da economia atacando quem já pouco tem para proteger os que não abdicam de lucros que, apesar das constantes alegações de crise, não param de crescer.

Porque a acção e a luta são fundamentais para resistir e inverter a actual situação, osprofessores e educadores presentes decidem:

- Reforçar a greve às horas extraordinárias, luta determinante na defesa do horário detrabalho;

- Envolver-se empenhadamente na promoção do Manifesto “Investir na Educação, defender a Escola Pública” e na mobilização para a Marcha “Pela qualidade da Educação, em defesa da Escola Pública” que se realizará no próximo dia 2 de Abril;

- Participar nas acções e lutas promovidas pelo movimento sindical em que, convergindo com outros trabalhadores, sejam combatidas as actuais políticas e exigidas mudanças profundas que valorizem quem trabalha e defendam os serviços públicos;

- Solidarizar-se com todas as acções e formas de luta que visem denunciar e combater uma política que empobrece os portugueses e rouba o futuro, em particular, aos mais jovens;

- Que seja desenvolvido um amplo processo de auscultação e debate nas duas primeiras semanas do 3.º período, que levem à tomada de decisões sobre as acções e as lutas a desencadear até final do ano lectivo e no início do próximo.

Os professores e educadores reafirmam a sua determinação em continuar a lutar por uma escola melhor, condição para a construção de uma sociedade mais justa e solidária e de um país mais desenvolvido.

Lisboa, 12 de Março de 2011

e que pode ser lida totalmente aqui.

11/03/2011

Professores e Educadores vão encher o Campo Pequeno

Eu vou lá estar!

Depois de muitos anos de profissão posso afirmar que a minha vida foi uma vida de luta permanente. Participei em centenas (não é exagero) de manifestações, concentrações, marchas, reuniões, protestos, vigílias, greves,... ao longo de mais de 40 anos de actividade. Esta é mais uma. Seria óptimo se fosse a última.


10/03/2011

Geração à Rasca - Manifestação dia 12, às 15H00, na Alameda da Liberdade


A Geração à Rasca não se resigna!

Tal como em Lisboa, Porto, Coimbra e outras cidades do país, também para Castelo Branco está convocada uma manifestação, cuja concentração será na ALAMEDA DA LIBERDADE, no próximo sábado, dia 12. Os motivos para a participação são muitos e variados. Cada um dos participantes só tem de escolher a sua razão:



- Emprego Precário
- Desemprego
- Salário miserável - 500 euros
- Subcontratados
- Escravos diplomados (disfarçados)
- Contratados a prazo
- Trabalhadores intermitentes
- Falsos trabalhadores independentes
- Estagiários
- Bolseiros

Além das razões pessoais de cada um, não nos podemos esquecer das razões colectivas, como:

INTRODUÇÃO DAS PORTAGENS NA A23
AUMENTO ESCANDALOSO DOS COMBUSTÍVEIS
CORTES NOS APOIOS SOCIAIS


É tempo de luta. O futuro é dos jovens, mas compete aos jovens lutar por ele e não se podem resignar e entregar aos outros a decisão que a eles pertence.

A minha filha que também é jovem vai estar presente em Lisboa.
Eu também estarei presente, como habitualmente na manifestação dos Professores no Campo Pequeno.

09/03/2011

As Scuts, as portagens e as promessas

O meu amigo Carlos Vale deixou sobre as portagens dois comentários que eu vou transcrever com algumas alterações e que dão bem a imagem dos "vendedores de promessas" que habitam as autarquias e o governo.

Cartaz eleitoral do PS em 2005:

"Não às Portagens".
Palavras de Sócrates à Lusa em 30 de Setembro de 2006:"A A25, que a partir de hoje liga Aveiro a Vilar Formoso, não terá portagens pagas pelos utilizadores até a região que atravessa atingir os indicadores socioeconómicos do resto do País". Afirmou ainda: "É uma forma de solidariedade nacional para com o desenvolvimento do interior". E mais: "Se esta região do interior do país tivesse indicadores de desenvolvimento iguais à média nacional não havia motivos para não ter portagens pagas".

O Programa deste Governo afirma: "Quanto às Scuts, deverão permanecer como vias sem portagem, enquanto se mantiverem as duas condições que justificaram, em nome da coesão nacional e territorial:i)localizarem-se em regiões cujos indicadores sejam inferiores à média nacional;e ii)não existirem alternativas de oferta no sistema rodoviário".


Podíamos continuar a lembrar outras declarações iguais, que não esgotaríamos o reportório. É hoje claro que faltando à palavra dada e aos compromissos que assumiu, decidiu impor o pagamento de portagens. Ignorou, um a um, os critérios que ele próprio tinha estabelecido. Ignorou a não existência de vias alternativas. Ignorou que o tempo do percurso alternativo não pode ser superior a 1,3 vezes ao tempo do percurso Scut(no caso da A23não há alternativa). Ignorou que o poder de compra per capita da maioria dos concelhos servidos pelas A23, A24 e A25 fica muito distante dos 90% da média nacional. Escamoteou que os estudos encomendados pela Estradas de Portugal recomendam claramente que não sejam introduzidas portagens nestas Scuts. Pelo contrário, as portagens agravam os indicadores actuais e aumentam o custo de vida e causam dificuldades às empresas. Mais, o preço que vai ser aplicado, é superior ao que é aplicado na A1 que liga Lisboa ao Porto!
Tudo isto é revelador de como Sócrates e Governo mentiram ao país. Na hora das eleições prometem e depois dão o dito por não dito.
Mentem e enganam despudoradamente. Para esta gente,qual é o valor da palavra dada?
Não merecem confiança.
Carlos Vale
- 6 de Março de 2011

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AnónimoOutro comentário de Carlos Vale sobre as portagens na A23, que dá uma imagem real do que valem as promessas para alguns senhores que se sentam nas cadeiras do poder autárquico. São pequenos títeres, que prometem fazer aquilo que sabem não vão cumprir. Estes exemplos são suficientes para mostrar àqueles que votam em promessas, que os seus autores, na primeira esquina voltam atrás e dão o dito por não dito. Já o disse e volto a dizer: com gente sem palavra nunca mais andamos para a frente.

Ainda a propósito das Portagens na A23 e, do dito pelo não dito de Sócrates e Governo PS, vou lembrar declarações de alguns presidentes de Câmara do PS no distrito de Castelo Branco:

J.Morão, Castelo Branco:"A nossa posição é muito clara:somos contra. Quando a auto-estrada foi construída foi-nos dito que não teria portagens. Esta auto-estrada é fundamental para o repovoamento e desenvolvimento do Interior. Porem-lhe portagens é andar para trás. Seremos novamente penalizados. E, nessa circunstância, a perspectiva de melhoria que a auto-estrada nos trouxe pode ficar seriamente comprometida".


Álvaro Rocha, Idanha-a-Nova:"Não devem ser os residentes a ser descriminados positivamente, mas, sim, a região. O surgimento das portagens não ajuda a desenvolver uma região que quer impor-se pelas suas belezas paisagísticas no campo do turismo. E, por isso mesmo, representa um passo atrás. A questão já parecia arrumada. A confirmar-se o cenário de portagens, verificar-se-à a contestação de toda esta região".

Maria do Carmo Sequeira,Vila Velha de Ródão: "Lamento que o Governo não assuma as suas responsabilidades. Que diga hoje uma coisa e, amanhã, exactamente o contrário. Isso é lamentável. As pessoas, e especialmente os autarcas não podem ser complacentes com um comportamento que revela falta de consideração pelas populações, nomeadamente da Beira Interior. Para quem conhece a realidade de um concelho como o meu esta ideia é incompreensível. Há mais de um ano que digo que não foi construída a via paralela à A23 que pudesse ligar as populações. Não é com uma estrada onde nem um tractor passa que se dá uma alternativa às pessoas. Primeiro construam as alternativas-que já deviam estar feitas - e depois então pensem nessa ideia. Nem sequer aceito o facto de se falar sobre isto, quando essas alternativas não estão asseguradas"(Povo da Beira 14/9/2004).

São palavras que a maior parte dos cidadãos subscrevem hoje, porque são actuais. Mas, os cidadãos atentos, constatando o silêncio sepulcral actual, perguntam:
Se os pressupostos de ontem estão absolutamente actuais, qual é a razão porque essas vozes estão caladas? Qual o porquê deste silêncio? Será que engrossaram as fileiras dos que dizem uma coisa hoje e amanhã o contrário?
Parece não haver dúvidas...
A mentira é uma epidemia que mina os alicerces da sociedade.
O desastre está à vista.