04/04/2011
16/03/2011
As Scuts, as portagens e a luta
Apesar do governo Sócrates/PS e seus apoiantes Passos Coelho/PSD continuarem a insistir na introdução das portagens, a Comissão de Utentes da A23 vem, por este meio, informar e apelar à mobilização e divulgação para as seguintes acções de protesto contra a introdução de portagens:
INICIATIVAS:
18 de março - Rotunda do Centro Comercial "Serra", na Covilhã - Buzinão - 17h30
21 de março - Mercado do Fundão - Buzinão - 10h00
25 de março - Governo Civil, Castelo Branco - entrega das assinaturas do abaixo-assinado - 16h30
25 de março - Praça das Tílias, Castelo Branco - Buzinão - 17h30
PARTICIPA! "ATÉ AO LAVAR DOS CESTOS É VINDIMA!..."
Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A23 e A24
15/03/2011
As Scuts, as portagens e os outros
O primeiro-ministro Sócrates/PS afirmou recentemente na Guarda que a introdução de portagens na A23 é da responsabilidade do PSD.
Nós já todos sabemos que um dos responsáveis é o governo Sócrates/PS e seus seguidores.
Agora ficámos a saber pela voz de um membro da Comissão Política Nacional do PSD, de seu nome Fernando Jorge, que numa entrevista de duas páginas ao "Povo da Beira" lá foi dizendo "... que o PSD sempre defendeu as portagens mas reivindicando que às mesmas estejam associadas políticas de discriminação positiva para os residentes." Mas o que são as tais medidas de discriminação é que ele não disse. Se calhar também não sabe ou é apenas mais uma forma de enganar o Zé.
O que é certo é que duas páginas de um jornal cheias de conversa da treta para tentar iludir que o PSD (o seu partido) afinal exige, defende, impõe as portagens na A23.E vão dois - PS/Sócrates e PSD/Passos Coelho.
Está o interior bem servido. Estão também os beirões bem arranjados. Estão os trabalhadores bem lixados. Bem podem as empresas resistir. Com estes partidos, PS e PSD, bem podemos continuar a afirmar que o distrito de Castelo Branco vai transformar-se num "deserto", porque estes senhores, quer uns, quer outros, vão fazer bem o papel para que servem: o de coveiros do distrito.
14/03/2011
As Scuts, as portagens e a memória
Respondendo à pergunta anterior eu diria que serve essencialmente para registar aquilo que é fundamental não esquecer.
Parece que o nosso povo tem a memória curta. Não é preciso relembrar o que se tem passado nos últimos 35 anos, para que a afirmação tenha justificação.
Em 1998 foi aprovado o Plano Rodoviário Nacional (PRN) e criada uma taxa especial que corresponde a cerca de 20% do ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos) para a sua execução.
Por outro lado, também foi criado um suplemento sobre o mesmo imposto, pago pelos consumidores quando vão meter combustível nos seus carros, para o pagamento das Scuts.
Mas como os portugueses têm a memória curta e esquecem-se depressa das promessas, das mentiras e das obrigações, os mesmos de sempre (os que têm desgovernado e afundado este país há mais de 30 anos - PS, PSD, CDS-PP) inventaram uma segunda maneira de pagar as Scuts - introduzir portagens a serem pagas, mais uma vez por nós, os pagantes, sempre os mesmos.
Curiosamente, eles não se esqueceram. Numa busca, pela internet, fui dar com um texto de um deputado do PS da Assembleia Municipal da Covilhã, onde esse sr. confessa que as portagens na A23 são dupla tributação. Mas eles estão-se nas tintas. Os boys é que não podem ficar sem tacho.Aqui fica um extracto do texto:
"..., centralizo a minha opinião, em relação ao lançamento de portagens na A23, nos aspectos quantitativos da mesma, até porque em relação aos qualitativos muita tinta tem corrido nos jornais. Para os que conhecem minimamente os Project-Finance em que assentam as Concessões em regime SCUT, é discutível o impacto financeiro da introdução de portagens para o O.G.E. Digo isto, porque a introdução das mesmas representará (no fundo) o pagamento de uma renda garantida pelo Estado à Concessionária, a qual por sua vez se comprometerá a manter as auto-estradas disponíveis e em boa manutenção. O que muda fundamentalmente, é que no regime actual regime as Concessionárias também recebem uma renda, mas que é indexada ao volume de tráfego. De forma muito simplista: o Estado pagará sempre, com ou sem automóveis.
Não menos importante é a dupla tributação a que vamos estar sujeitos, pois convirá recordar que uma parte do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos se destinava à conclusão do Plano Rodoviário Nacional, pelo que nesta lógica, todas as populações abrangidas pelas SCUTS terão de pagar 2 impostos sobre o mesmo produto (disponibilidade da auto-estrada): a portagem e o imposto que pagamos quando abastecemos as nossas viaturas."
O mais trágico disto tudo é que estes senhores estão contra as portagens em privado e quando têm de tomar posições públicas não têm a coragem de se oporem ao "chefe" defendendo os interesses do interior, do distrito e das populações. A introdução de portagens nas scuts do interior será absolutamente demolidor para a economia da região e conduzirá muitas empresas ao desaparecimento. Bem podemos dizer que são os coveiros do interior.
09/03/2011
As Scuts, as portagens e as promessas
06/03/2011
As Scuts, o governo PS/Sócrates, o PSD e as portagens
Os partidos que têm desgovernado este país há 35 anos acompanhados, por vezes, do CDS perderam completamente a vergonha. Agora até já dizem que não fizeram o que fizeram. Quem fez foram eles, os outros...
Os responsáveis do PS/Sócrates só introduziram as portagens na A23 e na A25 pela voz de Sócrates porque foram obrigados a "negociar e a obter um compromisso" com o PSD. Os PEC's e o Orçamento de Estado não têm a mãozinha de Teixeira dos Santos, ministro de Sócrates. Coitados, eles até nem queriam continuar a marginalizar o interior. O interior está sempre no seu coração ... Esquecem-se é de tomar medidas para estimular o seu desenvolvimento, que durante décadas foi sempre esquecido.
Os outros, esses, aqueles que quando falam no interior ou no exterior têm sempre na mente a maneira de continuarem a enganar o Zé e o seu objectivo é irem para o governo para o lugar dos outros. Já estão a ver de quem se trata, os patriotas dos social-democratas, os do PSD. Eles até nem apoiaram as medidas do governo PS/Sócrates. Primeiro dizem que o utilizador deve ser pagador e agora dizem que a culpa é só de Sócrates.
As medidas que conduziram ao "desvario governativo" e as medidas de austeridade que conduziram ao esbulho dos salários dos funcionários públicos, à eliminação das prestações sociais, ao aumento de impostos, ao despedimento de professores, ao encerramento de milhares e milhares de pequenas e médias empresas, ao aumento do desemprego, à desvalorização dos jovens e à hipoteca do seu futuro,... isto tudo e muito mais não é o que eles se preparam para continuar a fazer e piorar se o povo português não abrir os olhinhos?
O Programa deste Governo afirma: "Quanto às Scuts, deverão permanecer como vias sem portagem, enquanto se mantiverem as duas condições que justificaram, em nome da coesão nacional e territorial:i)localizarem-se em regiões cujos indicadores sejam inferiores à média nacional;e ii)não existirem alternativas de oferta no sistema rodoviário".
Podíamos continuar a lembrar outras declarações iguais, que não esgotaríamos o reportório. É hoje claro que faltando à palavra dada e aos compromissos que assumiu, decidiu impor o pagamento de portagens. Ignorou, um a um, os critérios que ele próprio tinha estabelecido. Ignorou a não existência de vias alternativas. Ignorou que o tempo do percurso alternativo não pode ser superior a 1,3 vezes ao tempo do percurso Scut(no caso da A23não há alternativa). Ignorou que o poder de compra per capita da maioria dos concelhos servidos pelas A23, A24 e A25 fica muito distante dos 90% da média nacional. Escamoteou que os estudos encomendados pela Estradas de Portugal recomendam claramente que não sejam introduzidas portagens nestas Scuts. Pelo contrário, as portagens agravam os indicadores actuais e aumentam o custo de vida e causam dificuldades às empresas. Mais, o preço que vai ser aplicado, é superior ao que é aplicado na A1 que liga Lisboa ao Porto!
Tudo isto é revelador de como Sócrates e Governo mentiram ao país. Na hora das eleições prometem e depois dão o dito por não dito.
Mentem e enganam despudoradamente. Para esta gente,qual é o valor da palavra dada?
Não merecem confiança.
Carlos Vale - 6 de Março de 2011
Ainda a propósito das Portagens na A23 e, do dito pelo não dito de Sócrates e Governo PS, vou lembrar declarações de alguns presidentes de Câmara do PS no distrito de Castelo Branco:
J.Morão, Castelo Branco:"A nossa posição é muito clara:somos contra. Quando a auto-estrada foi construída foi-nos dito que não teria portagens. Esta auto-estrada é fundamental para o repovoamento e desenvolvimento do Interior. Porem-lhe portagens é andar para trás. Seremos novamente penalizados. E, nessa circunstância, a perspectiva de melhoria que a auto-estrada nos trouxe pode ficar seriamente comprometida".
Álvaro Rocha, Idanha-a-Nova:"Não devem ser os residentes a ser descriminados positivamente, mas, sim, a região. O surgimento das portagens não ajuda a desenvolver uma região que quer impor-se pelas suas belezas paisagísticas no campo do turismo. E, por isso mesmo, representa um passo atrás. A questão já parecia arrumada. A confirmar-se o cenário de portagens, verificar-se-à a contestação de toda esta região".
Maria do Carmo Sequeira,Vila Velha de Ródão: "Lamento que o Governo não assuma as suas responsabilidades. Que diga hoje uma coisa e, amanhã, exactamente o contrário. Isso é lamentável. As pessoas, e especialmente os autarcas não podem ser complacentes com um comportamento que revela falta de consideração pelas populações, nomeadamente da Beira Interior. Para quem conhece a realidade de um concelho como o meu esta ideia é incompreensível. Há mais de um ano que digo que não foi construída a via paralela à A23 que pudesse ligar as populações. Não é com uma estrada onde nem um tractor passa que se dá uma alternativa às pessoas. Primeiro construam as alternativas-que já deviam estar feitas - e depois então pensem nessa ideia. Nem sequer aceito o facto de se falar sobre isto, quando essas alternativas não estão asseguradas"(Povo da Beira 14/9/2004).
São palavras que a maior parte dos cidadãos subscrevem hoje, porque são actuais. Mas, os cidadãos atentos, constatando o silêncio sepulcral actual, perguntam:
Se os pressupostos de ontem estão absolutamente actuais, qual é a razão porque essas vozes estão caladas? Qual o porquê deste silêncio? Será que engrossaram as fileiras dos que dizem uma coisa hoje e amanhã o contrário?
Parece não haver dúvidas...
A mentira é uma epidemia que mina os alicerces da sociedade.
O desastre está à vista.