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10/02/2009

A cidade de Castelo Branco e o futuro

Recentemente assisti a um colóquio sobre alterações climáticas. As ideias apresentadas obrigam-nos a reflectir sobre o futuro do planeta, mas também sobre o nosso país, as nossas cidades, as nossas vilas e aldeias.
Alguém, bastante conceituado quer socialmente quer cientificamente, afirmou (cito de memória) que a cidade de Castelo Branco é, em termos climáticos, uma cidade de extremos: temperaturas muito altas no Verão e muito baixas no Inverno, o que torna difícil a vida das pessoas. Referindo-se às obras do Polis e a todas as que se seguiram, deveriam ter sido executadas tendo em atenção essa realidade, procurando diminuir os efeitos do excesso de calor e de frio. No entanto, o que aconteceu foi exactamente o oposto. NUNCA o que foi e está a ser feito. Deviam ter sido plantadas árvores, criados ou substituídos jardins, criados lagos para tornar mais ameno o clima. Nada disso. Foram plantados "pinocos" e não árvores. Foram feitos "jardins de pedra" que absorvem o calor com facilidade (Verão quente) mas também o perdem com facilidade (Inverno frio).














Estas afirmações servem simplesmente para reforçar a nossa oposição às intervenções pós-modernas, bacocas e de esbanjamento de dinheiro. Servem para mostrar que a cidade mudou para pior. A afirmação arrogante "Castelo Branco é uma cidade virada para o futuro" não passa de uma afirmação de quem não houve nem aceita opiniões contrárias à sua, porque ele é que sabe (Belo conceito de democracia!).
A transformação de Castelo Branco numa cidade de um futuro simultaneamente gelado e escaldante não é mais que a manifestação de um estilo de gestão autista, convencido e ignorante.
No entanto, temos esperança que os albicastrenses saberão dar a resposta adequada aos responsáveis, que infelizmente vai ser tardia.